Regra 50 30 20: Entenda como funciona a estratégia para organizar as finanças
Sistema pode ajudar bastante quem está querendo montar um orçamento.
Montar um orçamento e organizar as finanças pode não ser uma tarefa das mais simples para as pessoas de uma forma geral. E a grande quantidade de pessoas no Brasil que atualmente estão com os seus nomes inscritos em órgãos de proteção, como o SPC e o Serasa, acaba indicando justamente que, além dos problemas da economia macro do país, também existe uma falta de educação financeira.

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Bloqueie golpes de empréstimo agora Descubra se sua dívida pode prescrever Nome sujo? Limpe hoje e recupere créditoCriar um sistema que permita que as pessoas organizem o seu dinheiro envolve muito mais do que apenas a criação de uma planilha e alguns cálculos. Exige também que as pessoas tomem determinadas atitudes e realizem algumas mudanças que nem sempre estão preparadas.
De qualquer forma, o ato de criar um orçamento acaba justamente envolvendo uma série de questões, incluindo essa primeira parte do planejamento. Existem algumas estratégias que acabaram se tornando bem famosas, incluindo a chamada Regra 50 30 20.
Entenda como funciona essa estratégia e como ela pode ser aplicada para a criação de um orçamento doméstico e familiar focado em metas e objetivos.
O que é a Regra 50 30 20?
A chamada Regra 50 30 20 nada mais é do que um sistema que visa organizar o orçamento com a premissa da criação de limites de gastos financeiros para três grandes áreas: necessidades básicas, desejos pessoais e poupança. Todos os gastos que a pessoa ou a família pretende fazer devem obrigatoriamente estar inseridos em um desses conjuntos.
A ideia é distribuir toda a renda que entra e que fica disponível para esse orçamento. Mas, em vez de distribuir em partes iguais, o que muitas pessoas acabam fazendo, ela é dividida em diferentes proporções, justamente para que as pessoas consigam ter dinheiro suficiente para lidar com esses pagamentos.
Como organizar as contas com a Regra 50 30 20?
Para começar a aplicar essa regra no dia a dia será preciso, antes de mais nada, fazer um orçamento completo com base na situação financeira atual. Para isso, será necessário fazer um levantamento completo de todas as despesas que já estão sendo pagas, tanto as fixas quanto as variáveis.
Junto com isso, também é importante organizar todas as entradas de dinheiro que as pessoas acabam tendo ao longo da vida. Normalmente isso é mais fácil, uma vez que muitas possuem apenas o salário como principal renda. Mas quando as fontes são variadas, é importante somar e fazer uma projeção, especialmente quando for necessário calcular uma média.
Depois disso, será a hora de começar a fazer um planejamento para tentar adequar as despesas à regra. A distribuição deve ser feita da seguinte forma:
Gastos essenciais e de primeira necessidade – 50%
Essa estratégia afirma que metade do total de rendimentos que a pessoa possui deve ir para esse grupo, que reúne os gastos mais importantes. Muitos deles se tornam obrigatórios para que a pessoa mantenha um estilo mínimo de vida, mas muitos também podem ser controlados e até mesmo reduzidos.
Nesse grupo devem ser inseridos os gastos referentes a aluguel, alimentação, educação, saúde, contas de consumo básicas (água, luz, internet, gás), transporte e qualquer outro tipo de gasto que acompanhe a pessoa, se não por toda a vida, pelo menos por parte dela.
Desejos pessoais – 30%
Nesse grupo devem estar previstos todos aqueles gastos que possam ser considerados supérfluos ou evitáveis, mas que também acabam sendo importantes e trazendo alguma dose de alegria e satisfação. Também devem estar contemplados os gastos de lazer, que são muito importantes para qualquer um.
Entre os gastos que normalmente as pessoas acabam fazendo nesse grupo estão viagens, serviços de streaming ou TV a cabo, lazer (incluindo restaurante, cinema etc.) e compras de produtos que não são essenciais.
Poupança – 20%
Um dos pilares dessa estratégia, e que acaba tornando-a muito interessante para quem realmente deseja fazer alguma mudança na sua vida, é levar em consideração que a poupança deve ser parte do planejamento e já ter um valor separado desde o começo da organização do orçamento.
Isso vai de encontro à lógica de que as pessoas devem apenas separar o dinheiro que sobra no final do mês para aplicá-lo em qualquer opção de investimento ou simplesmente guardá-lo. Normalmente isso faz com que as pessoas simplesmente não consigam guardar dinheiro em nenhuma circunstância.
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Vai usar o cheque especial? Pague menos Use a chave Pix com segurança! Veja dicas. Evite erros: declare previdência no IRLembrando que, caso a situação financeira da pessoa seja considerada delicada e ela já esteja comprometida com o pagamento de muitas despesas, é fundamental utilizar essa mesma regra para separar o dinheiro e pagar essas contas. Esses 20% podem ser reservados para que se acumulem e sejam utilizados para quitar as dívidas de uma só vez, ou então para o pagamento de algum parcelamento.