Quanto tempo demora para receber a rescisão? Saiba como funciona a demissão
Entenda qual é o prazo para receber a rescisão trabalhista após a demissão e veja quais valores costumam ser pagos ao trabalhador.
A rescisão do contrato de trabalho é um momento importante tanto para o trabalhador quanto para a empresa. Quando ocorre uma demissão, diversos direitos precisam ser calculados e pagos ao funcionário que está deixando o emprego.

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Emita PIS/PASEP em 2025 agora Dupla cidadania? Evite imposto extra Cadastro Bolsa Família: Aprovado? Veja agora!De uma forma geral, muitas pessoas têm dúvidas sobre quanto tempo demora para receber a rescisão depois que o contrato é encerrado. Essa dúvida é bastante comum porque o pagamento envolve diferentes etapas, como cálculo das verbas, emissão de documentos e liberação de valores.
Nesse sentido, a legislação trabalhista brasileira estabelece prazos específicos para que a empresa realize esse pagamento. Na prática, conhecer essas regras pode ajudar o trabalhador a entender quando deve receber o dinheiro e quais valores fazem parte da rescisão.
O que é a rescisão trabalhista?
De uma forma muito simples, a rescisão trabalhista é o processo de encerramento do contrato de trabalho entre empregado e empregador.
Na prática, quando o vínculo termina, a empresa precisa calcular e pagar todos os direitos que o trabalhador acumulou durante o período em que esteve contratado.
Esses valores podem incluir diferentes verbas, dependendo do tipo de demissão. Entre os exemplos mais comuns estão:
• saldo de salário
• férias vencidas e proporcionais
• 13º salário proporcional
• aviso prévio
• multa do FGTS em alguns casos
De uma forma geral, o objetivo da rescisão é garantir que o trabalhador receba todos os valores devidos até o encerramento do contrato.
Qual é o prazo para receber a rescisão?
A legislação trabalhista brasileira define um prazo específico para o pagamento das verbas rescisórias.
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a empresa deve pagar a rescisão em até 10 dias após o término do contrato de trabalho.
Na prática, esse prazo começa a contar a partir do último dia trabalhado ou da data oficial de encerramento do contrato.
Ou seja, a partir do momento que o contrato termina, a empresa tem até dez dias corridos para realizar o pagamento da rescisão.
O prazo muda dependendo do tipo de demissão?
De uma forma geral, atualmente o prazo de até 10 dias vale para diferentes tipos de desligamento.
Isso inclui situações como:
• demissão sem justa causa
• pedido de demissão pelo trabalhador
• demissão por acordo entre as partes
• término de contrato temporário
Antes da reforma trabalhista de 2017, os prazos variavam dependendo do tipo de aviso prévio. Porém, as regras foram unificadas e passaram a seguir esse prazo único.
Nesse sentido, o trabalhador pode esperar receber as verbas rescisórias dentro desse período estabelecido pela lei.
O que acontece se a empresa atrasar a rescisão?
Quando a empresa não realiza o pagamento dentro do prazo legal, a legislação prevê uma penalidade.
De uma forma geral, o empregador pode ser obrigado a pagar uma multa equivalente ao valor de um salário do trabalhador.
Essa multa está prevista na CLT e tem o objetivo de incentivar o cumprimento do prazo legal para pagamento da rescisão.
Na prática, se o pagamento não for feito dentro dos dez dias, o trabalhador pode buscar orientação jurídica ou registrar reclamação trabalhista para cobrar seus direitos.
Quais valores fazem parte da rescisão?
Os valores pagos na rescisão dependem do tipo de demissão e do tempo de trabalho do funcionário.
De uma forma geral, os principais itens que podem fazer parte do cálculo são:
• saldo de salário referente aos dias trabalhados no mês
• férias vencidas e proporcionais acrescidas de 1/3
• 13º salário proporcional
• aviso prévio indenizado ou trabalhado
• multa de 40% sobre o FGTS em caso de demissão sem justa causa
Além disso, o trabalhador pode ter direito a sacar o saldo do FGTS e solicitar o seguro-desemprego, dependendo da situação.
Na prática, cada rescisão precisa ser calculada individualmente para garantir que todos os valores sejam incluídos corretamente.
Como o pagamento da rescisão é feito?
De uma forma geral, o pagamento da rescisão pode ser feito por diferentes meios.
Entre os mais comuns estão:
• transferência bancária
• depósito em conta
• pagamento via PIX
• cheque administrativo
Além disso, a empresa também precisa fornecer documentos que comprovem o encerramento do contrato e os valores pagos.
Entre eles estão o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT) e outros comprovantes relacionados ao FGTS.
O trabalhador precisa assinar algum documento?
Sim. De uma forma geral, o trabalhador precisa receber e assinar alguns documentos relacionados à rescisão.
Esses documentos servem para formalizar o encerramento do contrato e registrar os valores pagos.
Entre os documentos mais comuns estão:
• Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho
• comprovantes de pagamento das verbas rescisórias
• guia de saque do FGTS
• documentos para solicitação do seguro-desemprego
Na prática, é importante que o trabalhador leia esses documentos com atenção antes de assinar.
Como conferir se a rescisão foi calculada corretamente?
De uma forma geral, o trabalhador pode conferir os valores da rescisão analisando os documentos fornecidos pela empresa.
Algumas informações importantes para verificar são:
• salário utilizado no cálculo
• número de meses trabalhados no ano
• férias acumuladas
• valor do aviso prévio
• depósitos de FGTS realizados pela empresa
Em muitos casos, também é possível utilizar calculadoras online de rescisão para ter uma estimativa dos valores.
Isso ajuda a entender se os cálculos apresentados pela empresa estão corretos.
Vale a pena acompanhar o pagamento da rescisão?
De uma forma geral, acompanhar o pagamento da rescisão é importante para garantir que todos os direitos trabalhistas sejam respeitados.
Isso acontece porque esse momento envolve vários cálculos e documentos diferentes.
Na prática, entender o prazo legal e os valores que fazem parte da rescisão pode ajudar o trabalhador a evitar erros ou atrasos no pagamento.
A partir do momento que o trabalhador conhece seus direitos e acompanha o processo com atenção, fica mais fácil garantir que a demissão seja finalizada de forma correta e dentro das regras da legislação trabalhista.