Nova Carteira de Identidade será obrigatória? Veja até quando o RG antigo continua valendo

CIN já substitui gradualmente o RG, mas documento antigo continua válido até 2032 e regras de biometria para benefícios seguem outro calendário.

Publicado em 14/08/2026 por Redação.

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A Carteira de Identidade Nacional já está sendo emitida em todo o país e deve substituir gradualmente os antigos RGs estaduais. Isso, porém, não significa que quem ainda possui o documento antigo precise correr imediatamente para fazer uma nova identidade.

Nova Carteira de Identidade será obrigatória? Veja até quando o RG antigo continua valendo
Créditos: I.A.

Pelas regras atuais, o RG no modelo anterior continua válido até 28 de fevereiro de 2032.

Até lá, o cidadão pode solicitar a CIN a qualquer momento, mas a simples existência do novo padrão não cancela automaticamente o documento antigo.

A confusão aumentou em 2026 porque o Governo Federal também passou a avançar nas exigências de biometria para concessão, manutenção e renovação de benefícios sociais. Esses prazos são específicos e não representam uma antecipação da validade geral do RG.

CPF passa a ser o número único da identidade

Uma das maiores mudanças da CIN é a unificação do número de identificação.

No sistema antigo, uma mesma pessoa poderia possuir números de RG diferentes conforme o estado emissor.

A Carteira de Identidade Nacional elimina essa fragmentação e utiliza o CPF como número único em todo o Brasil.

Isso facilita o cruzamento de informações entre bases públicas e reduz a possibilidade de uma pessoa utilizar diferentes registros estaduais.

A proposta também é tornar a identificação mais segura para serviços públicos e privados.

RG antigo continua válido até 2032

Quem ainda possui um RG tradicional não precisa necessariamente substituí-lo agora.

O Governo Federal informa que os documentos antigos continuam válidos até 28 de fevereiro de 2032.

O prazo foi definido justamente para permitir uma transição gradual.

Isso significa que uma pessoa pode continuar apresentando seu RG antigo durante esse período, desde que o documento ainda permita sua identificação e não exista outra exigência específica relacionada a determinado serviço.

Depois do prazo final, a CIN passa a assumir definitivamente o papel do documento nacional de identidade.

Primeira via da CIN é gratuita

A primeira emissão da Carteira de Identidade Nacional é gratuita.

O documento é expedido pelos órgãos de identificação dos estados e do Distrito Federal, portanto agendamento, locais de atendimento e documentos exigidos podem variar conforme a unidade da federação.

A versão padrão física em papel não tem custo na primeira via.

Também existe a possibilidade de alguns estados oferecerem versão física em cartão de policarbonato, mas esse formato é opcional e pode possuir cobrança própria definida pelo estado.

Quem pretende fazer a CIN deve consultar o órgão de identificação local para verificar a forma de atendimento.

Documento possui versões física e digital

Depois da emissão física, o cidadão também pode acessar a versão digital da CIN pelo aplicativo GOV.BR.

A lógica é semelhante àquela já utilizada com outros documentos digitais.

O documento eletrônico fica associado à identidade do usuário no aplicativo e pode ser apresentado pelo celular em situações compatíveis.

A versão digital não é um cadastro independente.

Ela deriva da CIN física já emitida e utiliza a mesma identificação baseada no CPF.

Isso permite que o cidadão tenha o documento disponível mesmo quando não estiver carregando a carteira física.

QR Code ajuda a verificar autenticidade

A CIN incorpora um QR Code como elemento de segurança.

Esse código permite verificar se o documento foi efetivamente emitido pelo sistema oficial e consultar informações destinadas à validação da identidade.

O Governo Federal mantém inclusive um serviço específico para leitura e verificação do QR Code.

Em uma consulta completa, o sistema pode confirmar a validade da CIN e mostrar dados que ajudam a conferir se o documento apresentado corresponde ao registro oficial.

A tecnologia dificulta falsificações que dependiam apenas da aparência física da carteira.

CIN também pode ser utilizada no Mercosul

A Carteira de Identidade Nacional segue padrões que permitem seu uso como documento de viagem nos países do Mercosul que aceitam carteira de identidade brasileira para ingresso de cidadãos.

Isso oferece uma alternativa ao passaporte em viagens dentro desses acordos.

O viajante, porém, deve conferir previamente as regras do país de destino e as exigências aplicadas pela companhia aérea ou autoridade migratória.

A aceitação da identidade no Mercosul não transforma a CIN em substituta universal do passaporte.

Para viagens fora dos países ou acordos que aceitam documento de identidade, o passaporte continua sendo necessário.

Validade da própria CIN depende da idade

A CIN também possui prazo de validade próprio.

Para crianças de até 12 anos incompletos, a validade é de cinco anos.

Entre 12 e 60 anos incompletos, o documento vale por dez anos.

A partir dos 60 anos, a validade é indeterminada.

Esses prazos não devem ser confundidos com 2032, que é o limite definido para a utilização dos antigos RGs durante a transição para o novo padrão.

Quem emitir uma CIN agora seguirá o prazo correspondente à própria faixa etária.

Biometria passou a ganhar peso nos benefícios sociais

Outra mudança importante em 2026 envolve a identificação de beneficiários de programas sociais e previdenciários.

O Governo Federal começou a exigir progressivamente a existência de cadastro biométrico para concessão, manutenção e renovação de benefícios.

A biometria utiliza informações como impressões digitais e foto para confirmar que quem solicita ou recebe determinado benefício é realmente aquela pessoa.

A CIN passa a ser a principal base biométrica dessa política.

O objetivo é reduzir fraudes, cadastros duplicados e pagamentos realizados a pessoas diferentes do verdadeiro beneficiário.

CNH e título ainda podem valer durante a transição

Quem ainda não possui CIN pode, em várias situações, utilizar temporariamente uma biometria já registrada em outra base oficial.

Até 31 de dezembro de 2026, a verificação pode considerar registros provenientes da CIN, CNH, título de eleitor ou passaporte.

Durante 2027, biometrias já cadastradas em CNH, título ou passaporte até o final de 2026 ainda podem ser utilizadas nas condições definidas pelo governo.

A partir de 1º de janeiro de 2028, a regra geral prevista é que somente a biometria vinculada à CIN seja aceita para concessão, manutenção e renovação dos benefícios abrangidos.

Existem regras específicas para determinados programas e situações, portanto beneficiários convocados devem observar a orientação recebida pelo órgão responsável.

Exigência de benefício não invalida todos os RGs

Esse é o ponto que mais facilmente gera manchetes equivocadas.

O fato de a CIN se tornar necessária para determinadas rotinas de benefícios sociais a partir de 2027 ou 2028 não significa que todo RG antigo deixe de valer nessas datas para qualquer finalidade.

São dois cronogramas diferentes.

Um deles trata da substituição nacional do documento de identidade e mantém o RG antigo válido até fevereiro de 2032.

O outro trata da base biométrica aceita para procedimentos envolvendo determinados benefícios públicos.

Uma pessoa pode, portanto, ainda possuir um RG válido para identificação geral e ao mesmo tempo precisar emitir a CIN para cumprir uma exigência biométrica específica.

Não haverá bloqueio automático de todos os benefícios

O Governo Federal também afirma que a implantação da biometria é gradual e não prevê simplesmente bloquear de uma só vez todos os benefícios ativos de quem ainda não possui a CIN.

A identificação das pessoas que precisam atualizar o cadastro ocorre progressivamente.

Quem já possui biometria válida em bases aceitas durante o período de transição pode não precisar tomar nenhuma providência imediata.

Quando houver necessidade de emissão da CIN, o beneficiário deve ser orientado dentro do processo correspondente.

Isso ajuda a evitar corridas desnecessárias aos postos de identificação provocadas por mensagens alarmistas.

Nova identidade já pode ser feita antes do prazo final

Embora não exista obrigação geral de trocar imediatamente o RG, emitir a CIN antes de 2032 pode trazer vantagens.

O documento usa um número único nacional, possui mecanismos adicionais de segurança, versão digital e integração maior com a conta GOV.BR.

Também tende a facilitar o acesso a serviços públicos à medida que novos sistemas passam a utilizar a identidade nacional como referência.

Para quem recebe benefícios sociais ou prevê precisar solicitar algum programa nos próximos anos, antecipar a emissão também pode evitar ter de fazer a troca justamente quando uma exigência biométrica surgir.

2032 continua sendo a data central para o RG antigo

A Carteira de Identidade Nacional já é o documento que vai substituir definitivamente os antigos RGs, mas a transição foi desenhada para acontecer ao longo de vários anos.

Para a maior parte da população, a informação mais importante continua sendo simples: o RG antigo permanece válido até 28 de fevereiro de 2032.

As regras de biometria que avançaram em 2026 têm outro objetivo e outro calendário.

Elas tornam a CIN cada vez mais relevante para quem acessa determinados benefícios, mas não puxam silenciosamente a validade de todos os documentos antigos para 2027 ou 2028.

A nova identidade já está chegando ao cotidiano dos brasileiros. A troca, porém, foi pensada mais como uma ponte longa do que como uma porta que se fecha de uma vez.

ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.