Empréstimo Compulsório: entenda o que é

Confira alguns exemplos e o que a lei fala sobre o tema.

Publicado em 03/06/2025 por Rodrigo Duarte.

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Empréstimo compulsório é um termo que aparece em determinadas circunstâncias e pode acabar levando aquelas pessoas que não possuem conhecimento sobre o tema ao erro. Afinal de contas, mesmo com a palavra “empréstimo”, não estamos falando de algum tipo de operação ou linha de crédito que pode ser solicitada por uma pessoa física ou por uma pessoa jurídica.

Empréstimo Compulsório: entenda o que é
Créditos: Divulgação

Na verdade, estamos falando de um tipo de tributo que está previsto na Constituição Federal do Brasil. Saiba mais sobre o que é um empréstimo compulsório e confira alguns exemplos e o que a lei fala sobre o assunto:

O que é Empréstimo Compulsório?

Diferentemente das linhas de crédito que acabam sendo liberadas para os clientes de bancos e instituições financeiras e que são chamadas de empréstimos, esse termo se refere a algo bem diferente. Na verdade, é um tributo, ou um tipo de imposto, que é cobrado pelo Estado em determinadas situações.

Na prática, essa operação exige que o cidadão ceda uma determinada quantia em dinheiro para o governo, a título de “empréstimo”, com a garantia de que esse mesmo valor será devolvido em um prazo que precisa ser definido. Apesar de ser um mecanismo previsto em lei, ele é extremamente raro.

O que diz a lei sobre o Empréstimo Compulsório?

Esse mecanismo está previsto na Constituição Federal e, portanto, pode ser utilizado pelo governo, mas apenas em circunstâncias muito específicas, não devendo ser usado como uma possibilidade econômica para fins que não estejam devidamente previstos.

O mecanismo aparece no artigo n.º 148 da Constituição Federal, que autoriza a União a implementá-lo em situações excepcionais. O texto da lei também define as situações nas quais o dispositivo pode ser acionado:

  • Se houver uma emergência, como uma guerra ou uma grande calamidade pública
  • Se for necessário para um investimento muito importante e urgente para o país

Além disso, a lei define que, caso o governo acione esse dispositivo, o dinheiro seja utilizado apenas com gastos que estejam diretamente relacionados ao motivo que levou ao seu acionamento. Esses valores devem ser devidamente acompanhados pelos órgãos competentes de fiscalização.

O Projeto de Lei que deve ser criado com o objetivo de acionar o empréstimo compulsório também deve conter todas as informações relacionadas à forma como esse dinheiro será devolvido para as pessoas, tanto em relação ao prazo de uso quanto à correção monetária que será aplicada.

Em quais situações o Empréstimo Compulsório pode ser acionado?

O Art. 148 da Constituição Federal possui o seguinte texto falando sobre os motivos que podem levar ao acionamento desse recurso extraordinário:

“I – para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência;

II – no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 150, III, ‘b’.

Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.”

Como exemplo prático das situações que poderiam levar o governo a acionar tal medida, podemos citar potenciais conflitos armados, desastres naturais como inundações e terremotos e investimentos públicos em áreas prioritárias da economia.

Com esses motivos, o dinheiro arrecadado pelo governo teria como principal objetivo a aplicação específica nos gastos necessários para enfrentar essas situações consideradas de emergência, incluindo a reconstrução de regiões que decretam calamidade pública ou ainda o desenvolvimento de setores estratégicos.

ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.