Cartão Ourocard-e do BB: como criar cartão virtual para compra única ou recorrente

Cartão virtual reduz exposição dos dados do cartão físico.

Publicado em 07/07/2026 por Redação.

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O Ourocard-e é o cartão virtual do Banco do Brasil criado para compras digitais. Ele funciona como um espelho do cartão físico Ourocard, mas com número, validade e código de segurança próprios. Isso permite comprar em sites, aplicativos, serviços por telefone e assinaturas sem informar os dados principais do cartão físico.

Cartão Ourocard-e do BB: como criar cartão virtual para compra única ou recorrente
Créditos: Divulgação

O recurso segue disponível sem custo adicional para clientes com cartão de crédito BB elegível. A criação pode ser feita pelo App BB, pelo App Ourocard ou pelo internet banking, conforme o canal usado pelo cliente. Depois de criado, o cartão virtual pode ter limite, validade, quantidade de transações e outras configurações ajustadas pelo próprio usuário.

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A vantagem está no controle. Em vez de usar sempre os mesmos dados do cartão físico em qualquer site, o cliente pode criar um Ourocard-e específico para determinada compra, assinatura ou plataforma. Se houver vazamento de dados, tentativa de cobrança indevida ou suspeita de fraude, é possível cancelar ou ajustar o cartão virtual sem necessariamente trocar o cartão principal.

Como funciona o Ourocard-e

O Ourocard-e é vinculado ao cartão principal, mas tem dados diferentes para uso digital. Ele não é emitido em plástico e não serve para passar fisicamente em uma maquininha comum. Seu objetivo é proteger o cartão físico em compras pela internet, aplicativos, serviços de assinatura, compras por telefone ou outros pagamentos não presenciais.

Mesmo com numeração própria, os gastos feitos no Ourocard-e aparecem na fatura do cartão principal. Isso significa que ele não cria uma fatura separada nem um limite totalmente independente. O valor usado no cartão virtual compromete o limite do cartão ao qual ele está vinculado.

Esse ponto evita confusão. Se o cliente tem limite de R$ 3 mil no cartão principal e usa R$ 500 no Ourocard-e, esse valor reduz o limite disponível para os dois. O cartão virtual aumenta a segurança dos dados, mas não aumenta a capacidade de compra.

Por isso, ele deve ser usado como ferramenta de proteção e organização, não como crédito extra.

Como criar pelo App BB, App Ourocard ou internet banking

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O Banco do Brasil permite criar o Ourocard-e pelos canais digitais. No App BB, o caminho indicado pelo banco passa pelo menu de cartões, escolha da opção de cartão virtual e seleção do cartão que será espelhado. No App Ourocard, o cliente acessa a área de cartões virtuais, informa a senha e cria um novo Ourocard-e vinculado ao cartão escolhido.

Depois da criação, é possível configurar o cartão virtual. O BB informa que o cliente pode definir nome para identificar o cartão, data de validade, limite, valor máximo por compra e quantidade de transações. Essa personalização é justamente o que torna o recurso útil para diferentes tipos de pagamento.

No internet banking, também há acesso às funções de cartão virtual e limites, conforme disponibilidade para o cliente. Em todos os casos, o ideal é criar o Ourocard-e apenas pelos canais oficiais do Banco do Brasil, evitando links recebidos por mensagem, anúncios ou páginas desconhecidas.

Se o cliente não encontra a opção, pode ser necessário verificar se o cartão principal é elegível, se o app está atualizado ou se há alguma restrição cadastral.

Compra única e compra recorrente têm usos diferentes

O cartão virtual pode ser criado para uma compra única ou para pagamentos recorrentes. A compra única é indicada quando o cliente quer fazer uma transação específica em um site ou aplicativo e depois reduzir o risco de novas cobranças com aqueles dados.

Nesse caso, o usuário pode configurar limite próximo ao valor da compra, validade curta e quantidade limitada de transações. Depois que o pagamento é feito, aquele cartão virtual perde utilidade ou pode ser cancelado. É uma forma de evitar que os dados fiquem ativos por muito tempo em um ambiente digital.

Já o cartão virtual para compra recorrente é mais adequado para assinaturas, mensalidades, aplicativos, streaming, armazenamento em nuvem, delivery recorrente, softwares, cursos online e serviços digitais. Nessa situação, o cliente precisa que o cartão continue válido para cobranças futuras.

A diferença principal está no planejamento. Para compra única, o foco é limitar exposição. Para compra recorrente, o foco é manter controle sem comprometer o cartão físico. Se a assinatura for cancelada ou houver cobrança indevida, o consumidor pode bloquear ou excluir aquele cartão virtual específico.

Ajuste de limite e validade aumenta o controle

Um dos principais benefícios do Ourocard-e é permitir ajustes próprios. O cliente pode definir limite específico para o cartão virtual, escolher validade e determinar quantas transações poderão ser feitas. Esse controle reduz o risco de prejuízo em caso de uso indevido dos dados.

Em uma compra de R$ 180, por exemplo, não faz sentido expor um cartão virtual com limite muito alto. Definir um limite próximo ao valor da transação ajuda a bloquear cobranças maiores. Em uma assinatura mensal, pode ser útil definir limite suficiente para aquela cobrança, mas sem deixar margem ampla para valores inesperados.

A validade também deve acompanhar o objetivo. Para uma compra pontual, validade curta pode ser mais segura. Para uma assinatura, a validade precisa permitir cobranças futuras. O importante é revisar cartões virtuais ativos com frequência, especialmente aqueles criados para testes grátis, serviços temporários ou compras em lojas desconhecidas.

O cartão virtual funciona melhor quando é administrado. Criar vários cartões e nunca revisar pode gerar confusão na fatura.

Situações em que o cartão virtual é mais seguro que o físico

O Ourocard-e costuma ser mais seguro que informar os dados do cartão físico quando:

  • a compra será feita em um site usado pela primeira vez;
  • o cliente quer limitar o valor máximo daquela transação;
  • o pagamento é uma assinatura que pode ser cancelada depois;
  • o consumidor quer separar compras recorrentes por serviço;
  • o site ou aplicativo não precisa guardar os dados do cartão principal;
  • a compra será feita por telefone ou em ambiente não presencial;
  • o cliente quer evitar exposição do número do cartão físico;
  • há receio de cobrança futura indevida;
  • o consumidor está testando um serviço digital;
  • a loja online não é conhecida, mas parece legítima e aceita cartão;
  • o cliente quer cancelar um cartão virtual sem trocar o cartão físico;
  • a compra será internacional e o cartão virtual permite essa configuração.

Fatura continua sendo do cartão principal

Todas as compras feitas com Ourocard-e são cobradas na fatura do cartão principal. Isso facilita o acompanhamento, porque o cliente não precisa pagar outra fatura. Ao mesmo tempo, exige atenção para identificar qual cartão virtual originou cada cobrança.

O App Ourocard e os canais digitais do BB permitem acompanhar compras, limite, fatura e histórico. Esse acompanhamento é importante em assinaturas, porque pequenas cobranças recorrentes podem passar despercebidas. Também ajuda a identificar valores duplicados, tentativas de cobrança e compras não reconhecidas.

Se houver transação suspeita, o cliente deve contestar pelos canais oficiais do Banco do Brasil. O banco informa que a contestação pode ser feita pelo App BB, App Ourocard ou internet banking, conforme o caso.

O cartão virtual aumenta a camada de segurança, mas não substitui a conferência mensal da fatura. O cliente ainda precisa acompanhar vencimento, valor total, parcelamentos e compras recorrentes.

Páginas falsas continuam sendo risco

O Ourocard-e ajuda a proteger os dados do cartão físico, mas não elimina o risco de golpe. Uma página falsa pode capturar dados do cartão virtual, induzir pagamento errado ou simular uma loja conhecida. Por isso, antes de comprar, o consumidor deve conferir endereço do site, reputação da loja, CNPJ, política de troca, canais de atendimento e ambiente de pagamento.

Também é importante desconfiar de links recebidos por WhatsApp, SMS, e-mail ou redes sociais com descontos muito agressivos. Promoções falsas costumam usar urgência para impedir que o consumidor confira os dados da loja.

Na dúvida, o caminho mais seguro é digitar o endereço oficial da loja no navegador ou acessar pelo aplicativo oficial. O cartão virtual reduz o prejuízo potencial, especialmente quando tem limite e validade ajustados, mas a melhor proteção ainda é evitar pagar em página falsa.

O Ourocard-e vale justamente por permitir compras digitais com mais controle. Quando o cliente cria cartões específicos para compra única, assinatura ou serviço recorrente, evita expor o cartão físico e melhora a organização da fatura. O recurso é simples, mas deve ser usado com atenção: limite ajustado, validade adequada, revisão periódica e compras apenas em canais confiáveis.

ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.