Registrato pode mostrar empresa de cripto no CCS? Veja quais prestadores entram no relatório
Empresas de ativos virtuais passaram a integrar o grupo de instituições que podem aparecer no CCS, mas isso não significa que toda exchange ou plataforma de cripto estará obrigatoriamente no relatório.
O Relatório de Contas e Relacionamentos do Registrato, conhecido como CCS, deixou de ser uma ferramenta restrita a bancos tradicionais. Com a regulamentação do mercado de ativos virtuais, determinadas empresas do setor também passaram a enviar informações de relacionamento ao Banco Central.

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Cartões de crédito instantâneos! Abra sua conta Revolut em minutos Inter ou C6: ganhe mais hojeNa prática, isso significa que uma sociedade prestadora de serviços de ativos virtuais pode aparecer no relatório de um cliente. O documento, porém, não revela quantas criptomoedas a pessoa possui, o valor dos ativos ou as transações realizadas.
Além disso, nem toda empresa que oferece algum serviço relacionado a cripto necessariamente estará no CCS. A obrigação depende do enquadramento da instituição nas regras atuais do Banco Central.
Quais empresas de cripto podem aparecer no CCS?
Segundo o Banco Central, estão entre as instituições obrigadas a registrar informações no CCS as Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais, chamadas de SPSAV, que estejam autorizadas a funcionar pelo próprio BC.
O relatório também contempla uma situação transitória.
Empresas que já exerciam atividades de intermediação e custódia de ativos virtuais antes de 2 de fevereiro de 2026 podem constar no CCS enquanto atravessam o processo de autorização para funcionamento junto ao Banco Central.
Essa regra é importante porque 2026 marcou a implementação de um novo regime regulatório para o setor.
A Resolução BCB nº 520, publicada em 2025 e em vigor desde 2 de fevereiro de 2026, passou a disciplinar a constituição e o funcionamento das sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais.
Assim, o fato de uma empresa ainda estar em processo de autorização não significa necessariamente que ela ficará fora do relatório durante essa etapa.
Toda exchange de criptomoedas aparece no Registrato?
Não é possível concluir isso.
O CCS não funciona como uma lista universal de todas as empresas de criptomoedas utilizadas por determinada pessoa.
Para que a empresa apareça, ela precisa estar enquadrada entre as instituições obrigadas a fornecer informações ao Banco Central, incluindo as SPSAV autorizadas e as empresas abrangidas pela regra transitória.
Isso significa que o usuário não deve interpretar a ausência de uma plataforma no relatório como prova de que nunca teve relacionamento com ela.
Também não é correto concluir que uma empresa está irregular apenas porque ela não apareceu na consulta. O enquadramento pode depender do tipo de atividade exercida, da estrutura da empresa e da fase regulatória em que ela se encontra.
O CCS deve ser tratado como um relatório das instituições que estão sujeitas às regras de registro daquela base, e não como um inventário completo de todos os serviços financeiros ou de cripto já utilizados.
O que aparece quando uma empresa de cripto está no CCS?
O formato do relatório é o mesmo utilizado para outros tipos de relacionamento.
O CCS informa em quais instituições o CPF ou CNPJ possui ou possuiu conta, investimento ou outro vínculo e apresenta a data de início e, quando aplicável, a data de encerramento desse relacionamento.
Ele não apresenta número de conta, dados cadastrais detalhados, saldos nem movimentações.
No caso de uma empresa de ativos virtuais, portanto, o usuário não encontrará uma lista com Bitcoin, Ethereum, stablecoins ou outros ativos mantidos na plataforma.
Também não verá o valor investido ou o histórico de compra, venda e transferência de criptomoedas.
Se precisar desses dados, será necessário procurar diretamente a empresa responsável pelo relacionamento.
Por que uma empresa de cripto passou a aparecer agora?
A mudança está relacionada ao avanço da regulamentação do mercado brasileiro de ativos virtuais.
As regras publicadas pelo Banco Central em 2025 estabeleceram novas exigências para as empresas que prestam determinados serviços nesse mercado. A Resolução BCB nº 520 disciplina, entre outros pontos, a autorização e o funcionamento das SPSAV.
Para as empresas que já atuavam antes da entrada em vigor do novo regime, foi criada uma fase de transição para solicitação da autorização.
Durante esse processo, determinadas prestadoras também passaram a ter obrigações de envio de informações ao Banco Central.
Isso explica por que um consumidor que já utilizava uma empresa de cripto anteriormente pode passar a encontrar esse relacionamento no Registrato em 2026.
O surgimento do nome no CCS, por si só, não significa que uma nova conta tenha sido aberta naquele momento.
Um relacionamento desconhecido com empresa de cripto pode indicar fraude?
Pode, mas não é a única explicação.
Assim como acontece com bancos e instituições de pagamento, o primeiro passo é verificar o nome da empresa e a data de início apresentada no relatório.
Às vezes, o nome exibido no CCS corresponde à razão social e não à marca comercial pela qual o consumidor conhece a plataforma. Também pode existir algum vínculo societário ou operacional que torne o nome pouco familiar.
Se ainda assim o usuário nunca tiver utilizado aquele serviço, a situação deve ser investigada.
O Banco Central orienta que informações incorretas ou relacionamentos supostamente abertos sem autorização sejam questionados diretamente com a instituição responsável.
É ela quem possui os dados detalhados do cadastro e pode explicar a origem do vínculo ou corrigir uma informação enviada incorretamente.
O CCS mostra operações com criptomoedas?
Não.
Esse ponto evita uma confusão comum entre diferentes obrigações regulatórias.
O CCS é um cadastro de relacionamentos. Seu objetivo é indicar que determinada pessoa possui ou possuiu vínculo com uma instituição participante da base.
As SPSAV também podem ter outras obrigações de prestação de informações ao Banco Central. Em fevereiro de 2026, por exemplo, o BC regulamentou procedimentos para envio de dados relacionados a custódia, reservas e outras atividades do setor.
Esses reportes regulatórios não transformam o Relatório de Contas e Relacionamentos em um extrato de criptomoedas acessível ao usuário.
Para o consumidor, o CCS continua mostrando principalmente a existência e o período do relacionamento.
O que conferir ao encontrar uma empresa de cripto no Registrato
Primeiro, compare o nome apresentado no relatório com plataformas que você já utilizou e confira a data em que o relacionamento começou.
Se reconhecer a origem, a presença da empresa pode ser apenas reflexo das novas obrigações regulatórias.
Caso não reconheça a instituição, procure a empresa para saber qual cadastro ou serviço gerou aquele relacionamento.
Também vale lembrar que o CCS é atualizado diariamente, mas os dados podem aparecer com atraso de até dois dias úteis em relação ao cadastro de um novo vínculo.
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Agilidade: Portabilidade salarial em até 5 dias! Saque e transfira sem dor! Ganhe cashback na BV: saiba como!A inclusão das prestadoras de ativos virtuais amplia a utilidade do Registrato para quem investe ou utiliza serviços ligados a criptomoedas. Ainda assim, o relatório precisa ser interpretado corretamente: ele pode revelar que existe um relacionamento com uma SPSAV, mas não informa patrimônio, saldo ou transações e não serve como lista completa de todas as plataformas de cripto utilizadas pelo consumidor.