BC Protege+ impede abertura de conta em seu nome? Entenda como ativar a proteção

O serviço gratuito do Banco Central permite bloquear novas contas e inclusões como titular ou representante, mas precisa ser temporariamente desativado quando o próprio consumidor deseja contratar uma conta legítima.

Publicado em 19/06/2026 por Redação.

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A abertura indevida de contas é uma das formas pelas quais criminosos podem usar dados pessoais obtidos em vazamentos, páginas falsas ou golpes de engenharia social. Mesmo sem acesso direto ao dinheiro da vítima, uma conta aberta fraudulentamente pode ser utilizada para movimentar recursos ilícitos, receber valores de outros golpes ou contratar produtos financeiros.

BC Protege+ impede abertura de conta em seu nome? Entenda como ativar a proteção
Créditos: Divulgação

O BC Protege+ foi criado pelo Banco Central para acrescentar uma barreira preventiva a esse tipo de fraude. Ao ativar a proteção, o consumidor informa às instituições financeiras que não deseja abrir novas contas naquele momento nem ser incluído como titular ou representante em contas de terceiros.

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O serviço é gratuito e funciona por CPF. Enquanto a proteção estiver ativa, bancos e demais instituições abrangidas precisam respeitar essa manifestação antes de concluir a abertura ou a alteração de titularidade.

Isso não significa que o Banco Central encerra contas existentes ou bloqueia o dinheiro já depositado. A ferramenta atua sobre novas solicitações e inclusões feitas depois da ativação.

A instituição precisa consultar o sistema antes de abrir a conta

Todas as instituições autorizadas e alcançadas pela regulamentação precisam consultar o BC Protege+ antes de abrir uma conta ou incluir uma pessoa como titular ou representante. Se o sistema indicar que a proteção está ativa, o procedimento não poderá ser concluído até que o próprio usuário faça a desativação.

A proteção alcança conta corrente, conta poupança e conta de pagamento pré-paga. Também impede que o CPF seja acrescentado como titular ou representante em uma conta de outra pessoa ou empresa sem que o consumidor tenha liberado essa possibilidade.

Esse alcance é relevante porque uma fraude não precisa acontecer apenas pela abertura de uma conta individual. O nome da vítima também pode ser usado para incluí-la em uma conta já existente, atribuindo a ela uma posição que nunca autorizou.

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Por outro lado, o BC Protege+ não deve ser confundido com um bloqueio geral de produtos financeiros. Ele não cancela cartões, empréstimos, chaves Pix ou contas já abertas. Também não substitui o acompanhamento pelo Registrato, que permite verificar relacionamentos bancários registrados em nome do cidadão.

Como ativar o BC Protege+

O procedimento é realizado pela área logada do Meu BC e pode ser concluído sem comparecimento a uma agência:

  1. acesse o Meu BC pelo site oficial do Banco Central;
  2. entre com uma conta gov.br de nível prata ou ouro;
  3. confirme o acesso usando a verificação em duas etapas;
  4. localize o BC Protege+ no menu ou no painel inicial;
  5. selecione a opção para ativar a proteção;
  6. confira a confirmação apresentada pelo sistema e verifique se o status aparece como ativo.

A verificação em duas etapas precisa ser configurada previamente no aplicativo gov.br. Depois de habilitada, o acesso aos serviços protegidos exige um código gerado pelo aplicativo, acrescentando uma barreira contra o uso indevido da conta governamental.

Quem ainda possui conta gov.br de nível bronze deverá elevar o nível de segurança antes de utilizar o recurso. A ativação é individual, de modo que proteger o próprio CPF não estende automaticamente a restrição ao CPF de filhos, dependentes ou outros familiares.

A proteção não impede definitivamente uma abertura legítima

Uma dúvida comum é o que acontece quando o próprio consumidor decide abrir uma conta depois de ativar o serviço. Nesse caso, será necessário acessar novamente o Meu BC e desativar a proteção antes ou durante o processo de contratação.

Como o serviço funciona de forma online, a alteração produz efeito imediato no sistema. Após a desativação, o banco poderá fazer uma nova consulta e continuar a abertura, desde que os demais requisitos sejam atendidos.

O usuário pode manter a proteção desligada por tempo indeterminado ou escolher uma data para que ela seja reativada automaticamente. A segunda alternativa pode ser mais segura quando a liberação tem uma finalidade específica, como abrir uma conta digital ou ser incluído formalmente como representante de uma empresa.

Depois que a instituição concluir o procedimento legítimo, a proteção poderá ser ativada novamente. O ideal é evitar deixá-la desativada por mais tempo do que o necessário, especialmente quando o consumidor não pretende abrir outras contas.

A ferramenta não substitui os controles do banco

Embora o BC Protege+ crie uma barreira relevante, a responsabilidade de identificar o cliente e verificar a autenticidade do pedido continua sendo da instituição financeira. O banco ainda deve aplicar seus procedimentos de validação, análise documental, biometria e prevenção a fraudes.

A ferramenta funciona como uma manifestação prévia do consumidor. Quando ativa, ela informa que nenhuma nova abertura ou inclusão deverá prosseguir, ainda que alguém apresente dados pessoais aparentemente corretos.

Por isso, o serviço pode ser especialmente útil para quem não pretende contratar novas contas no futuro próximo, teve documentos extraviados ou suspeita que seus dados foram expostos. Ainda assim, ele deve ser combinado com outros cuidados, como não compartilhar códigos de autenticação, proteger o acesso ao gov.br e acompanhar os relacionamentos bancários pelo Registrato.

Ativação e desativação devem ser feitas apenas no Meu BC

Golpistas podem aproveitar o nome do serviço para enviar mensagens afirmando que existe uma conta suspeita ou que o CPF precisa ser protegido com urgência. O objetivo pode ser levar a vítima a uma página falsa, capturar a senha do gov.br ou induzir a instalação de algum programa.

O Banco Central não exige pagamento para ativar o BC Protege+ e não depende de intermediários. Todo o controle é feito diretamente na área autenticada do Meu BC.

Também não é necessário fornecer senha, código da verificação em duas etapas ou confirmação recebida no celular a um suposto atendente. Esses dados devem permanecer com o titular.

O BC Protege+ não elimina todas as possibilidades de fraude financeira, mas acrescenta uma barreira importante justamente antes da criação de um novo relacionamento bancário. Para quem não pretende abrir contas no momento, manter a proteção ativa reduz o espaço para que terceiros usem o CPF sem autorização. Quando surgir uma contratação legítima, basta fazer a liberação temporária e reativar o bloqueio depois que o processo for concluído.

ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.